“Trazer a economia de volta”: reflexões sobre a ideia de movimentos subalternos latino-americanos

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Gustavo Moura de Oliveira

Resumo

Não se trata de um debate exatamente novo aquele que reflete sobre a insuficiência das teorias europeias e estadunidenses sobre os movimentos sociais. Da década de 1960 em diante, tais teorias secundarizaram a dimensão econômica da vida em suas formulações e análises. Neste contexto, se o objetivo da análise é compreender a realidade das experiências de movimentos sociais na América Latina, torna-se indispensável a consideração da dimensão econômica como uma das que importam e que não podem ser esquecidas. Por que as questões econômicas “sumiram” das discussões sobre transformação social e movimentos sociais a partir da década de 1960? Por que é necessário “trazer a economia de volta” para as discussões sobre movimentos sociais em contexto latino-americano? Em um esforço de abordagem qualitativa, apoiado por pesquisa bibliográfica e em um estudo de casos comparados, meu objetivo neste texto foi o de explorar e defender os seguintes argumentos: a condição subalterna latino-americana impede que avancem de forma rigorosa as análises dos movimentos sociais da região sem a consideração da dimensão econômica; e, uma vez considerada tal dimensão na análise, todo um vasto campo de experiências práticas se inscrevem como experiências de movimentos subalternos latino-americanos.

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Seção

RESULTADOS DE INVESTIGACIÓN

Biografia do Autor

Gustavo Moura de Oliveira, Universidad Nacional Autónoma de México

Doctor en Ciencias Sociales por la Universidade do vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, Brasil)

Investigador en la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales (FCPyS) de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM, México)

Como Citar

“Trazer a economia de volta”: reflexões sobre a ideia de movimentos subalternos latino-americanos. (2022). Polis (Santiago), 21(63). https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2022-N63-1687

Referências