O bem-viver Kaingang como contraponto à colonialidade e ao desenvolvimento

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Eliana Piaia
Josiane Karine Wedig

Resumo

Este artigo analisa aspectos que constituíram o colonialismo e a colonialidade do poder, do saber e do ser e como esse modelo segue operando na lógica hegemônica do desenvolvimento, onde gênero, raça e classe foram instituídos como base de hierarquização e de classificação dos sujeitos. Nesse processo, as mulheres dos povos colonizados, foram as mais subalternizadas. O bem-viver Kaingang, em contraponto, aporta outras possibilidades de existência. São as mulheres desse coletivo, habitantes da Terra Indígena Mangueirinha, no Paraná, que expressam, pelas suas práticas e narrativas, críticas às violências sofridas pelas políticas de desenvolvimento em seu território. O artigo tem como base a pesquisa etnográfica realizada com elas entre os anos de 2017 e 2021.

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Seção

RESULTADOS DE INVESTIGACIÓN

Biografia do Autor

Josiane Karine Wedig, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Assistente Social, funcionária pública no município de Chopinzinho  - PR desde 2011, com especialização em Direito e Políticas Públicas pela Universidade do Centro Oeste do Paraná, mestranda em Desenvolvimento Regional pela Universidade Téecnológica Federal do Paraná.

Como Citar

O bem-viver Kaingang como contraponto à colonialidade e ao desenvolvimento. (2022). Polis (Santiago), 21(62). https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2022-N62-1626

Referências