Violencias superpuestas y resistencias memorialesdesde el caso del ex Fuerte El Morro de Talcahuanotência e violência no caso do antigo Forte El Morro, em Talcahuano.
DOI:
https://doi.org/10.32735/S0718-6568/2025-N71-3971Palavras-chave:
memória, lugar de memória, memorialização, ditadura, patrimônio urbanoResumo
Este artigo analisa o processo de memorialização do Monumento Histórico e Sítio de Memória ex-Fort El Morro de Talcahuano, localizado na Região do Biobío, Chile, com a particularidade da sua condição de ser constituído como um espaço onde convergem e se entrelaçam múltiplas camadas históricas. Por meio da análise de fontes primárias, resultantes das entrevistas realizadas durante esta pesquisa, exploraremos como as práticas –tanto memoriais quanto de gestão—desenvolvidas por sobreviventes, familiares de vítimas e organizações de direitos humanos, em especial a Corporación Mutualista Bautista van Schouwen Vasey (abreviada como Mutual), produzem sentidos contestados diante das tentativas de esquecimento ou ressignificação simbólica e institucional. Conclui-se que a análise das práticas de memorialização e ressignificação especial do antigo Forte El Morro realizadas pela Mutual nos permite entender como, diante da violência passada e presente, surgem formas de resistência que recuperam a integridade do corpo social por meio da produção coletiva de significado.
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